segunda-feira, 11 de abril de 2011

Comentário semanal: Portugal pede ajuda externa
Sexta, 08 Abril 2011 16:57
Após a subida a pique das taxas de juro da última emissão de dívida, o Governo acedeu a pedir ajuda financeira externa e enviou esta semana um pedido formal para a Comissão Europeia e o FMI. O BCE subiu a taxa de refinanciamento para 1,25% devido ao aumento dos riscos inflacionistas.
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Comentário especial: Governo pede assistência externa à Comissão Europeia
Quinta, 07 Abril 2011 13:53
Após a ameaça dos Bancos de deixarem de comprar Obrigações e Bilhetes do Tesouro, o Governo finalmente acedeu a pedir ajuda financeira externa. Na Europa, a rede de apoio financeiro criada no ano passado comporta três fontes diferentes que garantem um financiamento total de 750 mil milhões de euros:

O Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira (MEEF) permite à Comissão emitir dívida em nome da UE nos mercados financeiros, com a garantia implícita do orçamento da UE, até um montante máximo de 60 mil milhões de euros.
O Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF), pode emitir obrigações em nome da Zona Euro nos mercados financeiros com garantias providenciadas pelos seus Estados-membros até 440 mil milhões de euros. Este mecanismo deverá ser substituído em 2013 pelo Mecanismo de Estabilização Europeu (MEE), um fundo permanente, cujos detalhes deverão ser negociados em Junho.
O FMI pode ainda contribuir com financiamento até 250 mil milhões de euros.
O objectivo principal desta rede é apoiar o financiamento do Estado. No entanto, o Estado pode negociar um montante para a estabilização do sector financeiro. Foi o que aconteceu na Irlanda, onde 35 dos 85 mil milhões de euros recebidos foram dedicados ao sector financeiro.

O acesso aos fundos desta rede de financiamento poderá demorar mais de um mês a partir de agora. Primeiro, o Governo precisa de fazer um pedido formal, que inclui o financiamento necessário e as medidas adicionais que o Governo pretende implementar para reduzir o défice, que terá de ser negociado com os outros partidos. De seguida, o programa é avaliado pela Comissão, que analisa o programa com o BCE e o FMI e negoceia com o Governo. Em terceiro lugar, os Ministros das Finanças aprovam o programa, com base nas recomendações da Comissão enquanto o Governo e a Comissão assinam um memorando de entendimento sobre o programa de financiamento e as medidas. Finalmente, a Comissão e o FEEF iniciam um programa de emissão de obrigações para suprir as necessidades financeiras do Estado em dificuldades.

Este processo demora pouco mais de quatro semanas a partir do momento em que o Governo pede formalmente apoio à UE. No caso de Portugal, isso ainda não aconteceu porque o Governo só entregará um pedido formal depois de negociar com os partidos as medidas adicionais que devem ser implementadas. Assim, é essencial que os partidos cheguem rapidamente a uma decisão, de forma a garantir o financiamento antes de meados de Junho, quando Portugal tem de refinanciar 7 mil milhões de euros entre juros e Obrigações do Tesouro.


Comentário especial: Bancos Portugueses deixam de comprar Obrigações do Estado
Terça, 05 Abril 2011 16:08
Relatos da imprensa sugerem hoje que os quatro maiores bancos Portugueses decidiram não comprar mais títulos de dívida pública portuguesa. A Banca Portuguesa contribui directamente para o financiamento da dívida através de compra de Obrigações e indirectamente servindo de intermediário para a compra de Obrigações por parte do BCE ou outros clientes. Apesar de todos os detalhes não serem ainda conhecidos, o mais provável é que a Banca continue a servir de intermediário para os seus clientes, já que isso não altera o volume de activos de dívida pública Portuguesa detida pela Banca.

Para a Banca Portuguesa, a principal vantagem desta medida é limitar a sua exposição à dívida pública o evitar noves cortes na sua notação financeira, assim como minorar os efeitos negativos desta situação sobre os testes de stress. Para o Estado, esta decisão implica que o financiamento através dos mercados está cada vez mais limitado.

Nestas circunstâncias e tendo em consideração que o Estado necessita de mais de 20 mil milhões de euros nos próximos doze meses apenas para refinanciar dívida que chega a maturidade, parece cada vez mais improvável que Portugal evite recorrer ao Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) depois das eleições. No entanto, entre Abril e Junho, é necessário refinanciar mais de 9 mil milhões de euros. Assim, põe-se a questão de saber se o Estado necessita, deve e pode recorrer a ajuda externa neste período.

A necessidade de recorrer ou não à ajuda externa depende fundamentalmente de saber se há compradores para a dívida pública a taxas minimamente aceitáveis. As necessidades de financiamento Estado para Abril parecem estar praticamente cobertas, em parte graças à pela emissão extraordinária de dia 1 de Abril. No entanto, o financiamento necessário para Junho de cerca de 5 mil milhões de euros continua a ser um problema. Com os mercados cada vez mais cépticos relativamente a Portugal, o financiamento de Junho só poderá ser coberto idirectamente graças ao BCE através do seu programa “Securities Market Programme” aceitando os títulos como garantia, ou através de investidores privados que estejam interessados nas taxas de juro muito elevadas oferecidas agora, tendo em consideração que, por enquanto, a reestruturação da dívida não é uma condição de acesso ao FEEF. Parece assim que, se oferecer taxas de juro suficientemente elevadas, Portugal poderá não ter de recorrer à ajuda externa até Junho.

Ainda que não seja absolutamente necessário, põe-se a questão de saber se o Estado deve recorrer à ajuda externa nos próximos dois meses. Acreditamos que sim. Com efeito, o Instituto de Gestão de Tesouraria e Crédito Público tem vindo a emitir mais títulos de curto prazo do que no passado, de forma a reduzir os custos futuros de financiamento. No entanto, como as taxas de curto prazo já subiram também para valores muito elevados, o custo deste financiamento está a tornar-se insustentável, porque obriga a saldos primários positivos cada vez maiores para evitar a deterioração ainda mais rápida da dívida pública.

Finalmente, resta saber se o Estado pode recorrer à ajuda externa antes de Junho. Existem algumas limitações nacionais e externas. Constitucionalmente, ainda não é totalmente claro que um governo de gestão possa recorrer à ajuda externa, nomeadamente ao FEEF. No entanto, dada a disponibilidade demonstrada pelo Presidente da República e os principais partidos da oposição, é improvável que isso fosse um obstáculo. As limitações externas podem ser mais difíceis de ultrapassar. Para recorrer ao FEEF, o Estado será obrigado a um período de negociação que pode ser relativamente longo e poderá não chegara tempo de refinanciar a dívida em Junho. Quanto a um empréstimos de curto prazo, a Comissão já indicou que essa hipótese não está em cima da mesa, restando apenas pedir ao FMI, o que provavelmente implicaria também um tempo de negociação.

Nestas circunstâncias, é improvável que Portugal venha a recorrer a ajuda externa nos próximos dois meses. No entanto, deveria começar desde já a negociar o acesso ao FEEF, como forma de acalmar os mercados e limitar, na medida do possível, mais estragos para as contas públicas.


Comentário semanal: Portugal—Estado coloca dívida com taxas abaixo do mercado
Sexta, 01 Abril 2011 17:33
O Estado conseguiu colocar títulos de dívida no mercado com taxas de juro abaixo das taxas de mercado. O Banco de Portugal reviu em baixa a taxa de crescimento em 2011 e 2012 e avisou que os riscos para a previsão de 2012 são em baixa. Na Zona Euro, a subida da inflação é um factor de preocupação para o BCE que deverá subir as taxas de juro directoras na próxima semana. Os indicadores de confiança da Comissão Europeia mostram uma estabilização.
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Weekly Comment: Portugal's Political Crisis
Sexta, 25 Março 2011 18:13
Portugal's Political Crisis

The resignation of the Prime Minister and the recent rating cuts by the major ratings agencies have already begun to affect the financing costs of the Portuguese government debt in international markets. Interest rates on Portuguese Bonds rose to their maximum values since the introduction of the Euro. The rate on 10-year bonds rose to 8.03% at the end of the week, with the spread relative to Germany rising to 4.77%. However, this week’s events are not solely responsible for the rise in interest rates, that started in January. First, investors are worried about the prospect of having to come to share the costs of a possible bankruptcy of a Member State in the new European Financial Stability Mechanism. Second, the difficulties related to budget execution and the news that the 2010 public deficit and debt figures may be revised upwards have been affecting the markets' confidence in the solvency of Portugal.

The major question now is whether this political crisis will preclude Portuguese debt refinancing in the period until the inauguration of a new government. We believe not. On the one hand, though interest rates are likely to rise further, demand for bonds should not decrease significantly. Since January, despite growing doubts about the solvency of the Portuguese Republic, demand for Portuguese Bonds and Treasury Bills exceeded on average 2.8 times the amounts placed. Admittedly, the ECB will have participated in some of these operations, but not all of them, suggesting that there is a market demand for Portuguese debt, if the interest rate is sufficiently attractive. It is also likely that until the political situation is better defined, the ECB will continue to intervene in markets, possibly more intensely than in previous months, to help refinance debt, as a caretaker government is likely to be unable to negotiate a financing package with the Financial Stabilisation Fund. Thus, though it seems increasingly likely that the Government will have to access the Fund, this should only happen after the inauguration of a new government.

In this transition period, parties aspiring to form a new government can contribute to ease tensions in the markets. First, it is imperative they clearly announce that Portugal remains determined to put public finances on a more sustainable path. Second, they must also promote sustainable economic growth, which is an important factor for the solvency of Portugal. The strategy of the new Government should therefore focus on the reformulation of the role of the state, expenditure restraint and the introduction of measures to promote savings vs. consumption in order to increase the potential for long-term growth. The ratings agencies could withdraw the negative outlook for Portugal and the markets are likely to calm down if this crisis results in a strong government determined to put the Portuguese economy on a path of sustainable growth.

EU Summit approves funding of the European Financial Stability Mechanism

Funding of the European Financial Stability Mechanism, a permanent facility which will replace the current European Stability Fund in 2013 was approved this week. The new facility will consist of 500 billion euro, of which 80 billion in cash to be paid by Member States in tranches of 16 billion euro between 2013 and 2018. Member States agreed to accelerate the payment of funds if necessary, to save a large country in case the EFSM runs out of Funds.

The peripheral countries’ crisis has been a tough test for the future of the Eurozone. Indeed, this crisis has uncovered a series of failures in the construction of the single currency, such as the lack of effective economic coordination, that the Member States are now trying to remedy. First, the EFSM is supposed to financially support countries in financial difficulties, thus mitigating the consequences of asymmetric shocks, ie shocks that affect only one country or one region. Second, the Pact Euro Plus (originally called Pact for Competitiveness) seeks to make each country stronger to cope with these shocks through measures to improve competitiveness. These efforts are commendable; however they may still be insufficient to ensure the sustainability of the Eurozone. Indeed, the EFSM is not flexible enough to support fast and efficiently a country in trouble.
Inflação em países emergentes é risco à economia mundial, diz FMI
Economias emergentes correm o risco de bolhas de ativos, diz fundo.
FMI manteve previsão para o crescimento mundial de 2011em 4,4%.
Do G1, com informações da Reuters
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A disparada dos preços do petróleo e a inflação em economias emergentes, que foram uma fonte bem-vinda de estabilidade durante a crise financeira, impõem riscos à economia mundial, disse o Fundo Monetário Internacional (FMI) nesta segunda-feira (11).
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FMI aumenta para 4,7% previsão de crescimento para América Latina
PIB do Brasil deve avançar 4,5% neste ano e 4,1% em 2012, prevê FMI
A última avaliação do credor mundial sobre as perspectivas econômicas mundiais marca uma diferença em relação aos anos anteriores, quando o foco estava no perigo potencial da crise financeira e da recessão nos países avançados.
Agora, o FMI alerta que as economias emergentes correm o risco de bolhas de ativos semelhantes àquelas que surgiram em países desenvolvidos e geraram a crise financeira de 2007 a 2009.
"O desafio para muitos emergentes e algumas economias em desenvolvimento é garantir que as condições presentes de expansão não se transformem em superaquecimento ao longo do próximo ano", disse o FMI no relatório Perspectiva Econômica Mundial.
O FMI destacou o impacto negativo que a alta dos preços de alimentos e commodities tem sobre países mais pobres.
Os custos crescentes de recursos básicos geraram tensões sociais e econômicas que agitaram o mundo árabe. Protestos de rua derrubaram ditaduras no Egito e na Tunísia, deixando os líderes do Iêmen e da Líbia lutando para manter-se no poder.
O FMI disse que as pressões inflacionárias devem aumentar nos países em desenvolvimento, com as pessoas exigindo salários maiores diante de alimentos e combustíveis mais caros.
Surpreendentemente, o FMI viu pouco impacto duradouro do desastre triplo -- terremoto, tsunami e crise nuclear -- que atingiu o Japão no mês passado. O Fundo revisou apenas ligeiramente para baixo a previsão de crescimento para a terceira maior economia do mundo em 2011, e elevou a estimativa para 2012.
Falando sobre as economias avançadas como um todo, o FMI disse que continua uma recuperação lenta e que os riscos de uma "recaída na recessão" diminuíram. Porém, o FMI disse que o desemprego está insistentemente alto e que não há medidas suficientes para reduzir os déficits orçamentários nos Estados Unidos e em outros países.
Recuperação acelera
O FMI manteve a previsão para o crescimento mundial de 2011 e 2012 em 4,4% e 4,5%, respectivamente, dizendo que a recuperação está se fortalecendo apesar do aumento dos riscos negativos.
O crescimento mais rápido ainda vem de economias emergentes, segundo o FMI. A China deve liderar com uma expansão de 9,6% neste ano, seguida pela Índia, que deve crescer 8,2%.
Por outro lado, os EUA devem crescer somente 2,8% neste ano e 2,9% em 2012.
O FMI revisou para cima a perspectiva de crescimento da zona do euro, para 1,6% em 2011 e 1,8% em 2012.
No caso do Brasil, a previsão é de avanço de 4,5% neste ano e de 4,1% em 2012.
Nas economias avançadas, o fortalecimento da recuperação exigirá manter a política monetária expansionista enquanto houver pressões salariais baixas, expectativas de inflação controladas e concessão de crédito lenta.
Nos países emergentes, disse o FMI, será um erro que os formuladores de políticas adiem medidas adicionais de aperto até que as nações ricas elevem os juros.
"A tarefa que os formuladores de políticas enfrentam é convencer os eleitores nacionais de que essas respostas de política são para o bem, não importando as ações que outros estão adotando", acrescentou o FMI.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Europa arrisca vários anos de crescimento fraco

O director-geral do FMI, Dominique Strauss-Kahn, considerou hoje que a Europa se arrisca a ser confrontada com “vários anos de crescimento fraco”, o que terá como consequência uma subida do desemprego e um fraco poder de compra.


O crescimento regressa na Ásia, em África e nos EUA, e “há um problema europeu”, disse Strauss-Kahn, na cadeia de televisão francesa France 24.

“Não é o único sítio do mundo onde há dificuldades, mas há claramente um problema europeu em matéria de crescimento”, disse ainda.

Para o FMI, o “cenário principal não é o de um regresso à recessão”. Mas, para a Europa, o risco são “vários anos de crescimento fraco”, considerou o director-geral do FMI, considerando esse risco “bastante importante”.

“Isso quer dizer pouco poder de compra para distribuir, problemas nos sistemas sociais de reforma, de saúde, uma subida do desemprego”, acrescentou.

O FMI divulgou na semana uma revisão em alta das suas previsões de crescimento para 2010 para a maior parte das grandes economias, como os EUA (3,3 por cento), o Japão (0,5%), a China (10,5%). Mas a previsão para a zona euro ficou inalterada em 1,0 por cento.

quarta-feira, 14 de julho de 2010


Economia brasileira para de crescer após 16 meses, revela BC

Em maio, índice ficou estável após 16 meses seguidos de elevação.
No ano, porém, economia ainda mostra crescimento acima de 10%.


A economia brasileira parou de crescer em maio, mostrou nesta quarta-feira (14) o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) do Banco Central. No mês retrasado, o indicador (após ajustes sazonais) permaneceu estável em 13,955 pontos, o mesmo patamar de abril. Com isso, foi interrompida uma série de 16 meses de crescimento, uma vez que o indicador vinha avançando desde janeiro de 2008.



O BCP desmentiu hoje a notícia avançada pelo jornal polano Puls Biznesu de que estaria em
 negociações com o banco italiano Unit Credit para vender a sua posição no Millenium Bank na Polónia.

“O Millenium BCP não está em negociações com ninguém”, disse o porta-voz do banco português, Erik Burns, numa entrevista à agência económica Bloomberg, acrescentando que a Polónia continua a ser um mercado prioritário para a instituição.
O jornal polaco dizia hoje que o banco italiano UniCredit estava em conversações com o BCP para comprar as operações do banco português na Polónia, sem referir onde tinha obtido essa informação. A instituição liderada por Santos Ferreira detém 65,5 por cento do capital do Millenium Bank. 

Economia

Vitória no Mundial pode ter impacto positivo no PIB


A vitória de Espanha no Mundial de 2010 pode ter um impacto positivo no PIB do país, segundo um estudo do banco holandês ABN Amro.

O estudo, Soccernomics 2010, refere que a vitória numa competição como um mundial tem um impacto emocional significativo nos cidadãos do país vencedor o que pode traduzir-se em crescimento económico real.

Segundo o ABN Amro, que analisou o impacto de vitórias no Mundial desde 1970, o PIB do país vencedor cresce em média 0,7% mais devido ao efeito dessa conquista.

Só houve dois casos, em 1974 e 1978 (vencidos respectivamente pela Alemanha e pela Argentina) em que isso não só não aconteceu como a economia até se agravou significativamente.

O impacto também deverá ser positivo na bolsa com o estudo do ABN Amro a documentar que depois das vitórias de 1994, 1998 e 2002 os mercados dos países vencedores - respectivamente Brasil, França e Brasil - cresceram 10%.

Nos mesmos anos, as bolsas dos países que perderam a final caíram 25%.

No caso de Espanha o próprio ministro da Industria, Miguel Sebastián, assegurou esta semana que no caso da selecção espanhola vencer a final "será necessário rever em alta as previsões de crescimento do PIB.

José Luis Rodríguez Zapatero, primeiro-ministro, reforçou essa avaliação considerando que já a vitória nas meias-finais tinha sido muito positiva para aumentar a auto estima e a confiança no país.

A previsão do Governo continua a antecipar que Espanha termine este ano em recessão, com um crescimento negativo de 0,3% do PIB.

Um dos primeiros impactos da celebração, cujos efeitos totais não são ainda contabilizáveis, é o consumo privado que deverá aumentar devido à vitória espanhola.

Apesar de estimar o impacto positivo da vitória no Mundial em termos do PIB nacional o estudo da ABN Amro refere que teria sido mais importante uma vitória da Alemanha.

O facto da Alemanha ser uma economia de relevância mundial tornaria qualquer impacto positivo no PIB de muito maior significado para a economia europeia e mundial.






Economia Mundial vai crescer 2,4% em 2010

mas recuperação continua frágil, diz ONU

As Nações Unidas (ONU) previram, esta quarta-feira, que a economia mundial vai voltar a crescer em 2010, com uma taxa de crescimento global de 2,4 por cento, mas alertou para a fragilidade da recuperação.
Numa antecipação da sua previsão económica anual, que será divulgada em Janeiro, a ONU estima que as medidas fiscais de estímulo adoptadas por todo o mundo desde 2008 vão levar a um crescimento.
A Organização recomendou que essas medidas de estímulo se mantenham pelo menos até que se verifiquem sinais claros de uma recuperação mais robusta em termos de aumento do consumo, do investimento privado e das taxas de emprego.
«Antes disso seria arriscado e poderá ser auto-destrutivo retirar esses estímulos», afirmou Rob Vos, director da Divisão de Análise Económica do Departamento Norte-Americano de Assuntos Económicos e Sociais.
O relatório das Nações Unidas afirma que um grande número de economias mostrou um crescimento positivo no segundo trimestre de 2009, com a recuperação a continuar no terceiro trimestre.
O documento refere ainda o aumento da produção industrial, do comércio internacional e dos mercados de capitais globais como sinais de recuperação.
No entanto, a ONU alerta que «a recuperação é desigual e que as condições para um crescimento sustentável mantém-se frágeis».
crise financeira  economia  onu
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