sexta-feira, 16 de julho de 2010

Europa arrisca vários anos de crescimento fraco

O director-geral do FMI, Dominique Strauss-Kahn, considerou hoje que a Europa se arrisca a ser confrontada com “vários anos de crescimento fraco”, o que terá como consequência uma subida do desemprego e um fraco poder de compra.


O crescimento regressa na Ásia, em África e nos EUA, e “há um problema europeu”, disse Strauss-Kahn, na cadeia de televisão francesa France 24.

“Não é o único sítio do mundo onde há dificuldades, mas há claramente um problema europeu em matéria de crescimento”, disse ainda.

Para o FMI, o “cenário principal não é o de um regresso à recessão”. Mas, para a Europa, o risco são “vários anos de crescimento fraco”, considerou o director-geral do FMI, considerando esse risco “bastante importante”.

“Isso quer dizer pouco poder de compra para distribuir, problemas nos sistemas sociais de reforma, de saúde, uma subida do desemprego”, acrescentou.

O FMI divulgou na semana uma revisão em alta das suas previsões de crescimento para 2010 para a maior parte das grandes economias, como os EUA (3,3 por cento), o Japão (0,5%), a China (10,5%). Mas a previsão para a zona euro ficou inalterada em 1,0 por cento.

quarta-feira, 14 de julho de 2010


Economia brasileira para de crescer após 16 meses, revela BC

Em maio, índice ficou estável após 16 meses seguidos de elevação.
No ano, porém, economia ainda mostra crescimento acima de 10%.


A economia brasileira parou de crescer em maio, mostrou nesta quarta-feira (14) o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) do Banco Central. No mês retrasado, o indicador (após ajustes sazonais) permaneceu estável em 13,955 pontos, o mesmo patamar de abril. Com isso, foi interrompida uma série de 16 meses de crescimento, uma vez que o indicador vinha avançando desde janeiro de 2008.



O BCP desmentiu hoje a notícia avançada pelo jornal polano Puls Biznesu de que estaria em
 negociações com o banco italiano Unit Credit para vender a sua posição no Millenium Bank na Polónia.

“O Millenium BCP não está em negociações com ninguém”, disse o porta-voz do banco português, Erik Burns, numa entrevista à agência económica Bloomberg, acrescentando que a Polónia continua a ser um mercado prioritário para a instituição.
O jornal polaco dizia hoje que o banco italiano UniCredit estava em conversações com o BCP para comprar as operações do banco português na Polónia, sem referir onde tinha obtido essa informação. A instituição liderada por Santos Ferreira detém 65,5 por cento do capital do Millenium Bank. 

Economia

Vitória no Mundial pode ter impacto positivo no PIB


A vitória de Espanha no Mundial de 2010 pode ter um impacto positivo no PIB do país, segundo um estudo do banco holandês ABN Amro.

O estudo, Soccernomics 2010, refere que a vitória numa competição como um mundial tem um impacto emocional significativo nos cidadãos do país vencedor o que pode traduzir-se em crescimento económico real.

Segundo o ABN Amro, que analisou o impacto de vitórias no Mundial desde 1970, o PIB do país vencedor cresce em média 0,7% mais devido ao efeito dessa conquista.

Só houve dois casos, em 1974 e 1978 (vencidos respectivamente pela Alemanha e pela Argentina) em que isso não só não aconteceu como a economia até se agravou significativamente.

O impacto também deverá ser positivo na bolsa com o estudo do ABN Amro a documentar que depois das vitórias de 1994, 1998 e 2002 os mercados dos países vencedores - respectivamente Brasil, França e Brasil - cresceram 10%.

Nos mesmos anos, as bolsas dos países que perderam a final caíram 25%.

No caso de Espanha o próprio ministro da Industria, Miguel Sebastián, assegurou esta semana que no caso da selecção espanhola vencer a final "será necessário rever em alta as previsões de crescimento do PIB.

José Luis Rodríguez Zapatero, primeiro-ministro, reforçou essa avaliação considerando que já a vitória nas meias-finais tinha sido muito positiva para aumentar a auto estima e a confiança no país.

A previsão do Governo continua a antecipar que Espanha termine este ano em recessão, com um crescimento negativo de 0,3% do PIB.

Um dos primeiros impactos da celebração, cujos efeitos totais não são ainda contabilizáveis, é o consumo privado que deverá aumentar devido à vitória espanhola.

Apesar de estimar o impacto positivo da vitória no Mundial em termos do PIB nacional o estudo da ABN Amro refere que teria sido mais importante uma vitória da Alemanha.

O facto da Alemanha ser uma economia de relevância mundial tornaria qualquer impacto positivo no PIB de muito maior significado para a economia europeia e mundial.






Economia Mundial vai crescer 2,4% em 2010

mas recuperação continua frágil, diz ONU

As Nações Unidas (ONU) previram, esta quarta-feira, que a economia mundial vai voltar a crescer em 2010, com uma taxa de crescimento global de 2,4 por cento, mas alertou para a fragilidade da recuperação.
Numa antecipação da sua previsão económica anual, que será divulgada em Janeiro, a ONU estima que as medidas fiscais de estímulo adoptadas por todo o mundo desde 2008 vão levar a um crescimento.
A Organização recomendou que essas medidas de estímulo se mantenham pelo menos até que se verifiquem sinais claros de uma recuperação mais robusta em termos de aumento do consumo, do investimento privado e das taxas de emprego.
«Antes disso seria arriscado e poderá ser auto-destrutivo retirar esses estímulos», afirmou Rob Vos, director da Divisão de Análise Económica do Departamento Norte-Americano de Assuntos Económicos e Sociais.
O relatório das Nações Unidas afirma que um grande número de economias mostrou um crescimento positivo no segundo trimestre de 2009, com a recuperação a continuar no terceiro trimestre.
O documento refere ainda o aumento da produção industrial, do comércio internacional e dos mercados de capitais globais como sinais de recuperação.
No entanto, a ONU alerta que «a recuperação é desigual e que as condições para um crescimento sustentável mantém-se frágeis».
crise financeira  economia  onu
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